terça-feira, 24 de maio de 2011

Visita da Ministra da Cultura, Ana e Hollanda, ao Centro Cultural Arte em Construção​, sede do grupo teatral Pombas Urbanas, no bairro Cidade Tiradent

A ministra recebeu do grupo Pombas Urbanas o documentário “El Quijote” que narra a experiência de uma criação coletiva de “El Quijote”dirigida por Cesar Badillo, do grupo La Candelaria envolveu cerca de cem pessoas, entre técnicos e atores dos coletivos La Comedia de Campana (Argentina); Teatro Trono/Compa (Bolívia); Pombas Urbanas e Entrou por uma Porta, RJ (Brasil); Colectivo Teatral Antu (Chile); Teatro la Candelaria, Teatro Tespys Corporación Cultural, DC - Arte Corporación e Corporación Cultural Nuestra Gente (Colômbia); Teatro Andante, Quinto Teatro e Teatro de los Elementos (Cuba); Tiempos Nuevos Teatro (El Salvador) e Caja Lúdica (Guatemala); Compañía Teatral Carlos Ancira (México); e Vichama Teatro (Peru). Recebeu também documentos da criação da Rede Latinoamericana de Teatro em Comunidade, que integra dezenas de experiências e redes de 10 países latinoamericanos que estão transformando sua realidade social com o teatro e a cultura. Juntamente com este material, lhe foi entregue uma carta do movimento para implantação do Programa Pontos de Cultura em toda América Latina – proposta que vem sendo discutida por diversas redes e organizações culturais latinoamericanas em encontros e que em outubro de 2010, foi potencializada com a realização do Plataforma Puente, na cidade de Medellin, Colômbia.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Encuentro de Redes de Latinoamérica de 13 a 16 de Outubro de 2010 Medellin - Colombia



100 Organizações Convidadas.
Enteder a cultura como processo pressupõe entrelaçar as diversas dimenções da vida. O conceito ampliado da cultura, como produção simbólica, cidadania e economia. O programa Pontos de Cultura partem desse mesmo conceito, mas com o desenvolvimento do programa foi necessário ir além.
A dimenção da arte não pode ficar restrita ao campo do simbólico. Para além da produção de simbolos, a arte envolve habilidades, todas as habilidades humanas e a apreensão dos significado por meio dos sentidos, por meio de uma percepção sensorial. O Ponto de Cultura evolve uma quebra nas narrativas tradicinais, monopolizadas por poucos, e a partilha do sensivel é estratégica para esse deslocamento narrativo, em que os "invisiveis" passam a ser vistos e a ter voz. Não se trata aqui da defesa do "belo universal" ou da "arte gratuita" , mas da própria realização da estética. A arte reflete aspirações e contradições dos seu contexto histórico e é, ao mesmo tempo, produto e vetor das tranformações social. Para além da preocupação exclusica com a beleza, busca - se tudo aquilo que permite a afirmação cultural da subjetividade das pessoas, grupos e classes sociais. E essa busca deve ser feita com encantamento, beleza e qualidade, pois sem esses atributos não se rompem barreiras e os esteriótipos permanecem. ( Célio Turino)







terça-feira, 1 de junho de 2010

Pombas Urbanas e Núcleo Teatral Filhos da Dita exibem documentário "El Quijote" durante Semana Cidades Catraca Livre, no Itaú Cultural


Dia 2 de Junho
A exibição integrada as ações do Pontão Pombas Urbanas de Teatro em Comunidade, que objetiva mapear as experiências de teatro em comunidade existente no Brasil. Dentre outras articulações que vivsam a difusão do Pontão, de 17 a 25 de julho, o Pombas Urbanas e o Núcleo Teatral Filhos da Dita participam do "VII Encontro Mundial da IDEA - Viva a Diversidade Viva! Abraçando as Arte de Transformação", em Belém; e em novembro participam do XV Encuentro Nacional Comunitário de Teatro Joven, em Medellin, na Colômbia.

Semana Cidades Catraca Livre - Cultural e Educação
Dia 02/06 - Quarta - feira, às 20h - Itaú Cultural
El Quijote (VIATV, 2010, 31 min)
Direção: Daniel Brazil)
Classificação: Livre
Entrada Franca


Centro Cultural Arte em Construção (Instituto Pombas Urbanas)
Avenida dos Metalúrgicos, 2100 - Bairro Cidade Tiradentes - zona leste/SP
Telefone: 11 2285 - 7758

quarta-feira, 17 de março de 2010

Dia 14 de Março, um dia de muita emoção e alegria


Apresentação do Filme "El Quijote"


Todos retirando seus ingresso para assistir ao filme

Figurinos do Espetáculo " El Quijote".
Cena dos Hermanos dos Grupo los Elementos e Qunito Teatro de CUBA

Roda de muita Alegria, todos do Centro Cultura Arte em Construção
para fazer saudações a todos que estavam assintindo pela INTERNET.

Equipe da Via Tv, esse pessoal que colocou tudo lá na INTERNET.


Com nossa trilha sonora, MERCEDITAS!




RED LATINOAMERICANA DE TEATRO EN COMUNIDAD
PRESENTE!!!



O TEATRO É NOSSA PÁTRIA

Hoje estamos reunidos para celebrar o fortalecimento da REDE LATINOAMERICANA DE TEATRO EM COMUNIDADE.

O FILME QUE VEREMOS, CHAMADO EL QUIJOTE, registra o processo artístico para a montagem do espetáculo EL QUIJOTE LATINOAMERICANO que aconteceu no Centro Cultural Arte em Construção em setembro de 2009 e marcou a criação da REDE LATINOAMERICANA DE TEATRO EM COMUNIDADE, QUE conecta experiências teatrais que transformam realidades de centenas de periferias da América Latina.

COM ESTE PROCESSO ARTÍSTICO, TIVEMOS A HONRA DE RECEBER AQUI, NESTE TEATRO, JUNTO A COMUNIDADE DO BAIRRO CIDADE TIRADENTES, HOMENS E MULHERES, TEATREIROS DA AMERICA LATINA, QUE CARREGAM A RESPONSABILIDADE E O PRAZER DE PROMOVER COM SUA PRÁTICA TEATRAL, A LIBERTAÇÃO, A REFLEXÃO, O DIÁLOGO E A EXPRESSÃO DE SUAS COMUNIDADES.

São eles:

ARGENTINA – CATALINAS SUR E LA COMEDIA DE CAMPANA

BOLIVIA – TEATRO TRONO / COMPA

BRASIL – ENTROU POR UMA PORTA E POMBAS URBANAS

CHILE – COLECTIVO TEATRAL ANTU

COLÔMBIA – CORPORACIÓN CULTURAL NUESTRA GENTE/ DC – ARTE / TEATRO TESPYS CORPORACIÓN CULTURAL

CUBA – QUINTO TEATRO / TEATRO ANDANTE / TEATRO LOS ELEMENTOS

EL SALVADOR – TNT – TIEMPOS NUEVOS TEATRO

GUATEMALA – CAJA LÚDICA

MÉXICO – COMPANHIA TEATRAL CARLOS ANCIRA

PERU – VICHAMA TEATRO

A empreitada teve ainda o apoio e parceria do grupo La Candelária, da Colômbia, com o texto da obra amorosamente cedido por seu autor, Santiago Garcia - mestre do teatro latinoamericano e direção de Cesar Badillo, também do grupo La Candelária.

Vivemos num tempo de diminuição do ser humano, tempo de guerras, tempo de grandes incertezas, onde se dissemina um sentimento de impotência e acomodação frente a esta realidade que nos quer oprimir. VIVENDO COM NOSSOS CORAÇÕES E RAZÃO NESTE TEMPO, nós, atores do teatro em comunidade, buscamos criar novos espaços transformadores de vida, respeito, alegria e crescimento humano.


AGORA ESTAMOS AQUI, NOVAMENTE REUNIDOS, PARA CELEBRAR E RECORDAR MOVIMENTOS SONORIDADES, SORRISOS E REFLEXÕES VIVIDAS DURANTE AQUELA PRIMAVERA DE 2009 ONDE AS PAREDES DESTE GALPAO REVERBERARAM COM MÚSICAS, CUMPLICIDADE E... TEATRO!


HOJE, DO BAIRRO CIDADE TIRADENTES PARA TODA AMERICA LATINA, LANÇAMOS ESTE FILME FALADO TANTO EM ESPANHOL QUANTO EM PORTUGUES, ROMPENDO FRONTEIRAS E APOSTANDO A COMPREENSÃO MÚTUA PELAS IMAGENS, SENTIMENTOS, OLHARES E MÚSICAS.

VAMOS JUNTOS mostrar que é possível sim, acreditarmos na ARTE e no SER HUMANO como ferramentas potentes para a construção do mundo em que queremos viver!


Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Cuba, El Salvador, Guatemala, Ecuador y México

BOM ESPETÁCULO A TODOS

POMBAS URBANAS





terça-feira, 9 de março de 2010

Red Latinoamericana Apresenta: El Quijote O Filme


El documental El Quijote pasa 14 de marzo en la sede del grupo de Pombas urbanas El registro de imágenes de esceñas y entrevistas con directores y actores que participaron en el entorno multicultural de la exposición El Quijote fue documentado por equipo de la ViaTv Comunicación y Cultura y se proyectará en domingo, 14 de marzo a las 17h en Centro Cultural Arte em Construção, sede del grupo Pombas Urbanas y también el sitio web www.pombasurbanas.org.br y www.viatv.com.br.Una creación colectiva que participaron cerca de cien personas, entre técnicos y actores de la colectiva La Comedia de la Campana (Argentina), Teatro Trono / Compa Bolivia, Pombas Urbanas y Entrou por uma Porta RJ (Brasil), Colectivo Teatro Antu (Chile), Teatro La Candelaria, Tespys Corporación Cultural Teatro, DC - Corporación de Arte y la Corporación Cultural Nuestra Gente (Colombia); Andante Teatro, Quinta y Casa Teatro de los Elementos (Cuba), Tiempos Nuevos Teatro (El Salvador) y Caja Lúdica (Guatemala), Compañía Teatro Carlos Ancira (México), y Vichama Teatro (Perú). En menos de un mes (septiembre / octubre de 2009), idiomas, colores y culturas se entremezclan para contar la historia del Caballero de la Triste Figura, bajo la dirección de lo Colombiano César Pérez Badillo, el actor que interpretó a diez años en Don Quijote en el Teatro La Candelaria, de lo qual hace parte a 30 años. "El Quijote" fue el punto de partida de la diversidad cultural se dio cuenta de que el lanzamiento del drama de la América Latina en la Comunidad durante el II Congreso Iberoamericano de Cultura, un evento que trajo conferencias, debates y encuentros para intercambiar experiencias acerca de la transformación "cultural y social" , apoyado por el Ministerio de la Cultura de Brasil (MinC) y Colombia, el Servicio Social de Comercio (SESC-SP) y las Pombas Urbanas, que produjo esta aventura escénica y utópico. Los encuentros con representantes de grupos de teatro dispuesto a consolidar la red llevó a cabo desde 2004. La iniciativa viene de Quinto de Teatro de Cuba, fundada por artistas relacionados con el director y dramaturgo Jaime Rolando Hernández, La Habana, en julio de 2005, la Corporación Cultural Nuestra Gente, de Medellín, que desde 1987 concilia la creación y proyectos culturales y el diálogo con el público y privado para la formación de artistas, y las Pombas Urbanas, colectivo formado en 1989 por el director peruano Lino Rojas (1942-2005), al embarcarse en un proyecto de formación para jóvenes actores de la pereferia de la Zona Leste.

Horários nos Paises
Buenos Aires 5:00 p.m(17 hs)
Santiago 4:00 p.m.(16 hs)
Bolivia 4:00 p.m.(16hs)
Peru 3:00 p.m.(15 hs)
Guatemala 2:00 p.m. (14hs)
Colômbia 3:00 p.m (15hs)
El Savador 2:00 p.m.(14 hs)
Mexico DF 2:00 p.m.(14 hs)
Cuba 3:00 p.m.(15 hs)
Barcelona 9:00 p.m.(21 hs)


FICHA TÉCNICA
Direção Daniel Brasil
Produção Executiva e Produção Renato Sakata
Direção de Fotografia Cesar Zanetti
Assistentes Bruno carretero Edmilson do Nacimento
Edição Gabriela Trama Renata Palheiros
Vinhetas Gabriela Trama
Locução Daniel Alves
Tradução Nicolás Monasterio

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Un gran encuentro - Por Tito Murcia

Por Tito Murcia - TNT - El Salvador
Los patrocinadores, el equipo de producción, los promotores, los directores, gestores culturales, los técnicos, motoristas, cocineras, anfitriones, compañías latinoamericanas de teatro, medios de comunicación, los administradores… Los personajes que crearon la escena nos unimos, durante veintiún días, del 15 de septiembre al 20 de octubre de 2009, en Sao Pulo, Brasil, para conjugar nuestras habilidades y saberes en una puesta en escena de talla internacional: con el objetivo de dar vida al “Quijote Latinoamericano”. Esta puesta en escena, abrió las puertas al gran encuentro, al espacio de provocación tan ancestral y contemporáneo momento de vida: la vivencia de la representación escénica que hermanó esfuerzos, unificó talentos y permitió extender y conjugar la experiencia cultural latinoamericana. Como todos lo deseábamos, las diferentes compañías de teatro comunitario participantes, nos apropiamos de la iniciativa, produciendo uno de los fenómenos más grandiosos que nos hereda esta experiencia: el compromiso con el teatro comunitario, la responsabilidad de trabajo en colectivo. En efecto, quedó claro para los participantes que ninguna posibilidad de desarrollo para el arte será posible sin el compromiso, la madurez y el trabajo solidario de todos los países latinoamericanos y que solo juntos mirando al sur podremos ver crecer y germinar esa semilla sembrada en el encuentro. El éxito conseguido por “El Quijote Latinoamericano” nos brinda la íntima satisfacción de haber roto con una tradición, la de las expectativas, para inaugurar otra: la del múltiple conocimiento sensible. Cuando verificamos que las compañías teatrales que fuimos parte de este encuentro, vivenciando, proponiendo —tal vez como nunca antes— el hechizo del encuentro cultural latinoamericano, no podemos menos que garantizar nuestra disposición a darle continuidad a este impresionante esfuerzo artístico. Cada rostro sonriente, cada actor realizado en escena, cada ensayo, cada derroche de energía, cada presentación, el eco de los tambores por las noches y la unificación perfecta de la música de todos los países… Conjugamos nuestros saberes, habilidades y talentos en una única y trascendental experiencia: la gestación de espacios de expresión en donde los sueños y creencias se tamizan entre símbolos y lenguajes artísticos, para dar respuestas a las más profundas consideraciones de la vida humana… un gran encuentro… una gran producción… un gran sueño. Agradecimientos infinitos a Teatro La Candelaria, y su director Santiago García por confiar el texto del Quijote a este montón de locos y locas, y al inolvidable maestro, Cesar Badillo por dejarse invadir de tanto talento latinoamericano y hacer que cada propuesta artística de los países participantes reluciera en esta puesta colorida y única en su especie. A Pombas Urbanas, Corporación Nuestra Gente, Quinto Teatro y todos los cogestores de esta experiencia por su imperecedero compromiso con el arte, y gracias a todos los esfuerzos el encuentro sobrepasó los límites de la mera producción, para convertirse en un verdadero espacio de expansión artística y humana, es decir, de intercambio profesional, social y emocional.


MIL GRACIAS A TODOS Y TODAS TITO MURCIA

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

El Quijote - Le Monde Diplomatique - Edición Colômbia


Por: César Badillo Pérez

Existe un movimiento popular de teatro que en general ha estado invisibilizado para la cultura oficial de nuestros países e incluso, también, para algunos círculos “normales y progresistas” de la gente del arte y el teatro y de algunos festivales. Las presentaciones de las obras de ese teatro y las labores culturales dentro de sus comunidades no son registradas por la gran prensa y en general por ninguno de los medios.Este Teatro Comunitario, como se llama a sí mismo, inventa sus actos artísticos, con, en, por y para la gente de sus lugares. En general, el que asiste es público que usualmente no va a las salas convencionales de teatro y vive en comunidades de alto riesgo en Latinoamérica, como, por ejemplo: las comunas de Medellín; Los barrios de Bosa, en Bogotá; La Ciudad de Tiradentes, de Sao Paulo; La Villa del Salvador, Vichama, en Lima (Perú); Los Altos de la Paz, en La Paz (Bolivia), por nombrar sólo algunos.
Sin embargo, esta cultura teatral popular vivió una de las aventuras más extrañas y especiales que se puedan imaginar. Un acontecimiento estético, único en su formato y sin precedentes conocidos. Algunos directores de estos grupos, como Rolando Hernández, (Cuba); Jorge Blandón, de Corporación Cultural Nuestra Gente, de Medellín (Colombia); y Marcelo Palmares, de Pombas Urbanas (Brasil), se plantearon un imposible hace dos años, en 2007: montar entre 10 países, Un Quijote Latinoamericano, Q.L. Esta utopía se realizó. Durante 21 días, gracias al auspicio del gobierno brasileño, se encontraron 15 grupos de teatro de 10 países para montar El Quijote L., bajo mi dirección general, y basado en el texto del maestro colombiano Santiago García (1), quien a la vez se basó en la novela de Cervantes. Esta peripecia artística fue creada en octubre de 2009 y presentada en Ciudad de Tiradentes y dentro del II Congreso de Cultura Iberoamericano “Cultura y Trasformación Social”, en Sao Paulo, donde se fundó la Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad.El Q.L. fue una puesta en escena sin precedentes conocidos, un hecho estético, político y social, con la participación de 120 personas, donde se acentuó la exploración de las culturas de cada país y donde el proceso de experimentación puso en evidencia las potencias y debilidades del teatro de cada región.
Para encarar el montaje de las escenas (2), se plantearon cuatro aspectos formales y de contenido, que trabajamos en el Teatro la Candelaria cuando hicimos el montaje original. Estos fueron: 1.- El habla, como forma expresiva oral, propia del lenguaje vivo de cada país. 2.- La condición híbrida de las culturas, tan mezclada en la novela como en las nuestras. 3.- El antagonismo entre el idealismo y el pragmatismo que tienen los personajes, indagándolo sin esquematismos y revelando –como sucede en la realidad– sus complicadísimas interrelaciones. Y 4,- Plantear un héroe, un héroe antihéroe, porque las luchas del Quijote son ridículas, son aventuras que carecen de base real, y son lo que construye la metáfora de la búsqueda de ideales por los cuales vivir. Hay que recordar, y esto lo acentuamos en el montaje del Teatro La Candelaria, que la locura del Quijote y Sancho no es literal; no es de carácter psicótico sino de carácter filosófico. Es una locura fingida, que pudiéramos llamar “fingilosófica”. Esto marca una gran diferencia en el concepto de toda la obra y ayuda a romper el estereotipo de estos personajes: Q igual al loco espiritual, y S el terrenal que sólo piensa en comer. De otro modo, la lectura sería invariable y cerrada, dando a creer que Q y S son personajes inamovibles, con unas verdades absorbentes y tiranas, y desvirtuando la ambigüedad poética que debe tener el arte.
Esta experiencia de hibridación de identidades estuvo precedida de un intenso laboratorio cuyo desafío más grande fue el tejido de esos materiales-escenas, esos fragmentos de mundos latinoamericanos, tan diversos y auténticos, y poder articularlos en una totalidad no autoritaria. En ese todo, cada país, de cierta manera, iba a ‘perder’ y ‘mantener’ su connotación de identidad en aras de esa unidad. Luego, la forma de ensamblar (juntar, unir piezas, acoplar, enlazar, machihembrar, según el diccionario) esos segmentos no podía ser mecánica. Por ejemplo, no podíamos tomar cada escena y pegarlas como quien une con pegante unas hojas sueltas, y tampoco podíamos ‘forzar’ el material para que pareciera un montaje de show internacional, al mejor estilo del capitalismo transnacional y financiero, “donde todos los puntos se parecen, donde todo se homogeneiza y donde se da la disolución de las fronteras culturales que significan el fin de la identidad”. Como lo expresara la pensadora brasileña Suely Rolnik (3). No. Teníamos que mantener el color diverso de cada nación para que el evento se convirtiera en un acto estético y político en el más profundo sentido de la palabra: una mirada humana fundamental de los pensamientos e imaginarios de cada país. Una mirada de una realidad social poderosa: la de los universos de origen.Por tanto, la identidad no podía ser rígida e intocable; tenía que flexibilizarse. El elemento individual habría de romperse porque debíamos hallarle un sentido a la nueva obra colectiva. Si se hubiesen impuesto unos inamovibles principios de identidad, tal vez el proyecto se hubiera ido a pique. Tuvimos que romper el mapa de diferencias para seguir siendo distintos, porque esa obra estaba siendo constituida con partículas del ‘otro’. Del otro brasileño, del cubano, mexicano, chileno, argentino, peruano, salvadoreño, boliviano, guatemalteco, y del otro, colombiano.
Como director general, entendí en la práctica que los asuntos del azar y la escucha ayudan a despertar la intuición. Y ésta la hallé en la combinación de las tensiones, las emociones, los estados de ánimo; los caracteres de los personajes, de la situación de la obra; y las mixturas de las fuerzas que trajeron las actrices y los actores. Teniendo en cuenta todo esto, desenterramos esta especie de técnica inductiva, es decir, del tanteo, del palpamiento, para llegar a una selección de imágenes, canciones, danzas, palabras, gestos, y decantar así los elementos de la puesta en escena. El rigor ético se evidenció en el respeto con que auscultábamos las diferentes ideas de las escenas. Por todas estas características, este montaje se convirtió en un hecho inventivo donde el encuentro y el proceso fueron lo más importante, lo mismo que la confrontación con los espectadores.
Para mí y para muchos otros, por momentos, este fue un proceso doloroso porque tuvimos que desprendernos de muchos presaberes del arte y el teatro, de prejuicios frente al teatro comunitario y lo popular, y aceptar los vacíos en la formación de cada cual. Como director, quise que los actores respondieran a las escenas con la intensidad de unos cuerpos vibrantes, con tensiones y emociones derivadas de las circunstancias y estados de ánimo de los personajes. Y que todo fluyera, no como un teatro técnicamente correcto, donde a veces el virtuosismo se vuelve despótico, sino como un teatro tosco y vivo, entendiendo por tosquedad un concepto estético en que se dispare la vida (4). Así, como lo expresara Jorge Reales, uno de los directores de la música de la obra, “también se canta con el corazón, no con el metrónomo”. Asimismo, digo, no se actúa en el teatro sólo con las técnicas y el glamour de los llamados actores profesionales sino también con las tripas.
Del mismo modo, este hecho vivido nos dejó varios interrogantes que seguirán latiendo en nuestros cuerpos. Estos son algunos: ¿Cómo juega en esta época el arte? ¿Cuál es el espíritu político de esta idea? ¿Sirve el teatro de corte social para cambiar el mundo o sirve para mantener el statu quo de formas burguesas y autoritarias? ¿Contribuye este Quijote L. a cambiar la sociedad? ¿Qué subjetividades estamos planteándole al espectador? ¿Para qué?Este Q.L. es una composición de polifonía latinoamericana en la cual todas las personas aportamos una capacidad de lucha, de creación e inteligencia colectiva para poder concretar este raro y sui generis invento. Y digo es porque está vivo y está invitado al próximo Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá 2010 y al 7° Congreso Mundial de la Asociación Internacional de Teatro y Drama y Educación (IDEA), en Belem do Pará.
Agradecimientos infinitos a quienes estuvieron allí, a Pombas Urbanas, y Nuestra Gente, todos los honores, porque con la gestión que les hicieron al gobierno del Brasil y su Ministerio de Cultura generaron esta inversión para el arte. Además, se creó la Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad, como un espacio de intercambio de saberes y de la circulación de obras que se pueden dar desde ella. Agradecimientos infinitos a los muchos que no pudieron asistir, pero que allí los sentimos todo el tiempo, como a Santiago García, y también a las ellas y ellos del Teatro la Candelaria, y, por supuesto a otras ellas y ellos que de seguro y sin ningún aspaviento nos acompañaron.
http://eldiplo.info/mostrar_articulo.php?id=1025&numero=85

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"El Quijote Latinoamericano en el festival cervantino Mexico"


Saludos quijotes, pues quiero comentarles que ayer tuve una reunion con Jaime Marquez director de programacion del festival internacional cervantino (FIC) de México, le propuse el quijote y mostro mucho interés en el proyecto, entregue lo que me mandaron de carpeta de prensa, el raider de iluminación y música,información que me mandaste jorge de la propuesta al iberoamericano que hicieron ustedes y un dvd que baje de you tube para que vieran el montaje.
Jaime me comentó que este año estan trabajando con paises que como México estan en bicentenario, (Colombia,Argentina, Chile) y que aun hay posibilidades de participar este 2010 aunque optimistamente me comentó que seguro en 2011 pues estan cerrando programacion de 2010 pero aun hay posibilidad, todo dependerá de las relaciones y proyectos propuestos de estos paises a México.
Le entregué el material y platicamos del proyecto casi una hora, esta interesado, quedo de revisarlo con calma y hablar conmigo a finales de enero pues se van de vacaciones y regresAN EL 14 DE ENERO.
Estoy seguro que nos ira bien y nuestro quijote cabalgará por tierras mexicanas...
pero quiero pedirles un favor a quien pueda hacerlo, esto para potenciar la entrevista y claro ejercer "presión" internacional y que se de cuenta de la presencia de ustedes.
quiero pedirles le manden via mail, una carta formal en hoja membretada dirijida a la doctora lidia camacho como directora del festival y a jaime marquez como director de programación, una carta de su grupo y País comentando el interes que tenemos de estar en el FIC, que ustedes saben que he tenido una entrevista con él y le pedimos pueda revisar el proyecto y ayudarnos a hacerlo circular por México.
El me hablo de la complicación logistica de tanta gente (90) y sobre todo que ellos solicitan a los paises apoyo para hacer llegar a los grupos a México, precisamente por eso quisiera pedir esta carta de ustedes para sumarlas a la revisión del proyecto y que ellos tambien puedan contactar con sus paises y buscar la forma de hacerlos llegar.
Otro punto importante es definir si habrá un PAGO o cachet para las presentaciones o sólo se cubrirían viáticos...
Jorge, Marcelo, hermanos todos, locos soñadores, sigamos en el sueño y unamos esfuerzos, somos parte TODOS de esto, sigamos asi.
un abrazo fraternal.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Impresiones de Eudys Espinosa nosso hermano Cubano


Correo para Pombas Urbanas 28 de noHola hermanos como va todo, usted dirá ¡Que cubano este tan desagradecido con los amigos que no escribe! pero no lo Pombas urbanas: crea, que las cosas acá con el Internet son diferentes pues este servicio no lo tiene todo el mundo en casa y a veces tenemos que esperar de favores para poder entrar al Internet, no obstante tengo que confesar que soy un poco perezoso para escribir. Pero como dice un viejo proverbio popular nunca es tarde para una buena acción, así que aquí estoy escribiendo unas líneas para alguien que demostró ser un buen amigo en Brasil.

Querido amigo escríbeme y cuéntame de ustedes, como les va con todos sus proyectos y trabajos, de como anda la gran familia de Pombas Urbanas y la vuestra, su mamá. En fin cuénteme de todo un poco.

De acá le diré que estamos trabajando mucho par a ver si podemos encontrarnos en Bogota con la idea de Blandón de participar en el Ibero Americano de Colombia, estamos queriendo trabajar un clásico o algo que tenga que ver con personajes de los clásicos, es algo que esta inventando Fiffe, así que esperemos para ver que sale de toda la investigación que hagamos.

Hermano supe por el maestro Rolando que habían encontrado mi bolsa perdida allá y que la mandaron a Cuba con un colega que vino a los días del festival, esto me causo gran alegría porque al fin podía recuperar mi Pasa porte y otras cosas, pero también me causo mucha gracia porque jamás pensé que podría aparecer. Creo que esa pérdida también ha tenido que ver con la falta de contactos que he tenido con toda la gente de la Red pues la libreta con todos los correos estaban en esa bolsa. Se que toda esa situación al igual que la del reloj con “La Dulcinea” les causo mucha pena y pesar para con nosotros, pero tranquilos que eso no es nada y es normal que pasen cuando ce trabaja con mucha gente y además son pequeñas cosas que no manchan ni la amista ni todo su buen trabajo en ese evento tan bonito y bien logrado por ustedes.

Bueno olvidemos las cosas tristes y feas, dígale a todas y a todos en pombas que acá en Cuba tienen un hermano que no los olvida nunca, dígale a los de producción a: Oreja, Niutón, Paula, Rafael, Pedro y Tais que no los olvido nunca que los quiero mucho y que los espero un día por Cuba.

Hermano para usted un abraso rompe costillas de su otro Sancho panza cubano que no pierde nunca la ilusión de volvernos a encontrar y ojala sea en CUBA LA BELLA saludos a todos


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

E LA NAVE VA



a energia concentrada de todos os grupos latino-americanos para a sessão de El Quijote no dia 3 de outubro de 2009 no Sesc Pompeia, São Paulo. ABRAÇOS COM ASAS!






terça-feira, 13 de outubro de 2009

Crean la Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad

Foto: José Oriol González

Los colectivos cubanos Teatro de los Elementos (Cienfuegos), Teatro Andante y QuintoTeatro, junto a otras diez agrupaciones del continente, participaron en el montaje de la obra El Quijote Latinoamericano, cuya presentación acaba de efectuarse en Sao Paulo, Brasil, como parte del Congreso Iberoamericano de Cultura

La conforman colectivos interesados en compartir experiencias de transformación social y humana por medio del teatro en comunidad

Julio Martínez Molina

digital@juventudrebelde.cu

10 de Octubre del 2009 0:38:46 CDT

CIENFUEGOS.— Los colectivos cubanos Teatro de los Elementos (Cienfuegos), Teatro Andante y QuintoTeatro, junto a otras diez agrupaciones del continente, participaron en el montaje de la obra El Quijote Latinoamericano, cuya presentación acaba de efectuarse en Sao Paulo, Brasil, como parte del Congreso Iberoamericano de Cultura.

Escrita por Santiago Baría y montada por César Vadillo, ambos de Teatro La Candelaria (Bogotá, Colombia), la puesta saludó la creación de la Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad. Encabezado por su líder, José Oriol González, Teatro de los Elementos tuvo a su cargo la dirección artística del maquillaje con arcilla, procedimiento bastante empleado por la agrupación en espectáculos precedentes.

José Oriol refirió desde Brasil a JR que la Red la conforman colectivos interesados en compartir experiencias de transformación social y humana por medio del teatro en comunidad. Entre sus objetivos figuran la creación de una Escuela Internacional para Latinoamérica y el Caribe en esta disciplina, impulsar el teatro con y para niños, y fortalecer los lazos entre los pueblos del área.

*

http://www.juventudrebelde.cu/cultura/2009-10-10/crean-la-red-latinoamericana-de-teatro-en-comunidad/

domingo, 4 de outubro de 2009

A GRANDE AVENTURA DO TEATRO


Foto: Diego Amoroso
Um retrato com a alma e o espírito de Sanchos e Quijotes após a última sessão na noite de sábado em Cidade Tiradentes

Neste sábado, 3, aconteceu a última apresentação/función de El Quijote no Teatro Ventre de Lona, no Centro Cultural Arte em Construção.

Cerca de 100 pessoas, entre artistas e técnicos, celebraram a amizade e o amor à arte do Teatro, sobretudo o Teatro em Comunidade.

Todos saímos transformados nesta aventura de 20 dias de convivência multicultural, de escuta e percepção do outro.

Uma grande aventura multicultural feita de encantamentos, de colaborações incondicionais para abraçar o ato criativo/coletivo/comum/diverso sob a direção de César Badillo Pérez, este que, montado em seu Rocinante, também ajudou a fazer história no marco de lançamento da Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad.

Que El Quijote continue a bater asas.

Que El Quijote continúe batiendo las alas.

a bater asas

batiendo asas

a bater asas

batiendo asas...



Foto: Gil Grossi
Uma das muitas rodas de concentração e energia formadas durante os ensaios no Ventre de Lona do Centro Cultural Arte em Construção

sábado, 3 de outubro de 2009

LINK ALTERNATIVO PARA DIFUSIÓN/TRANSMISSÃO

http://www.teslacinema.com.br/vivo_pombasurbanas/

TRANSMISSÃO ONLINE AO VIVO HOJE

Foto: Gil Grossi
Cena de abertura do espetáculo latino-americano

EL QUIJOTE

Assista hoje à transmissão online ao vivo do espetáculo de lançamento da Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad.

Somos 16 grupos, 10 países.

Dia 3 de outubro 2009, sábado, às 19h - horário do Brasil.

Direto do Centro Cultural Arte em Construção, Cidade Tiradentes, São Paulo

www.elquijote.pombasurbanas.org.br

DIFUSIÓN ONLINE EN VIVO HOY

Foto: Gil Grossi
Cena que envolve atores do México e de Cuba

EL QUIJOTE

Asista hoy difusión online en vivo de lo espetaculo para lanziamento de la Red
Latinoamericana de Teatro en Comunidad.
16 grupos, 10 países.
Dia 3 de outubro 2009, sábado a las 19 horas - tiempo en Brasil.
Desde el Centro Cultural de Artes en Construcción, Cidade Tiradentes, São Paulo

www.elquijote.pombasurbanas.org.br


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

elsalvador.com - País participa en el II congreso de cultura

Foto: Gil Grossi
A atriz Maria Irma Orellana, do Tiempos Nuevos Teatro, TNT




*



Artistas de 10 países ensayan una adaptación teatral de "El Quijote", para la jornada. De El Salvador participa el grupo TNT. FOTO EDH / EFE


ALFREDO GARCÍA
VIERNES, 2 DE OCTUBRE DE 2009
La Secretaría de Cultura salvadoreña se encuentra participando en el II Congreso de Cultura Iberoamericana que se lleva a cabo esta semana en la ciudad de Sao Paulo, Brasil.

La secretaria de Cultura de El Salvador, Breni Cuenca, participará en diferentes ponencias y actividades de la agenda, donde además se encuentran presentes 22 ministros de cultura de toda la región.

El tema de esta segunda edición del Congreso es "Cultura y transformación social". "En él se desarrollarán conferencias, mesas de debate y relatos de experiencias con el fin de identificar puntos comunes de formación y aplicación de las políticas culturales que promuevan el desarrollo económico y social en el entorno iberoamericano", explica un comunicado emitido por la Secretaría de El Salvador.

Breni Cuenca estará a cargo de coordinar la mesa de discusión sobre "Cultura, educación y desarrollo sostenible", donde se discutirá sobre el papel de estas áreas como bases para el establecimiento de sistemas de desarrollo sostenible.


Foto: Gil Grossi
A salvadorenha Irma Elizabeth durante ensaio de El Quijote


El Salvador también participa, junto a nueve países más, en una adaptación teatral de la novela "El Quijote".

El Congreso fue inaugurado ayer con los discursos del ministro de cultura de Brasil, Juca Ferreira y la ministra de cultura de España, Ángeles González.

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http://www.elsalvador.com/mwedh/nota/nota_completa.asp?idCat=6482&idArt=4079372



Estreia - Estreno


Fotos: Gil Grossi
Cena do grupo boliviano Teatro Trono que recupera a figura do kusillo, um bufão nativo

É hoje, 2 de outubro, às 20h de Brasil,

o primeiro voo oficial de El Quijote no Sesc Pompeia.

amanhã, o espetáculo será apresentado em Cidade Tiradentes.


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Espetáculo multicultural lança a Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad no Brasil


Neomisia Silvestre

suscitas.blogspot.com

Onze Quixotes e onze Sanchos representam hélices de um moinho de vento. As duas fileiras formadas por atores latino-americanos giram lentamente enquanto Dom Quixote de La Mancha dá conselhos ao seu fiel escudeiro Sancho Pança em uma das 12 cenas do espetáculo “El Quijote”, montagem de 16 grupos da América Latina no palco do Teatro Ventre de Lona, em Cidade Tiradentes, zona Leste.

Para quem chega ao local, o primeiro comentário dito é: “Isso aqui está uma loucura”. Desde o dia 15 de setembro, grupos de teatro da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Guatemala, México e Peru ensaiam das 10h às 22h o texto do colombiano Santiago García, do Teatro La Candelaria, para as únicas apresentações que acontecem hoje e sexta-feira, no SESC Pompeia e sábado, no Centro Cultural Arte em Construção, sede do Pombas Urbanas, em Tiradentes.

“O desafio é respeitar a cultura de cada país sem que a obra perca a unidade”, diz o diretor César Badillo Pérez (52), ator que há dez anos interpreta Dom Quixote na montagem do Teatro la Candelaria, do qual faz parte há 30. Quando Badillo recebe o convite para dirigir essa inédita proposta chamada “El Quijote”, com base na obra do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616), aceita de imediato, tal qual o protagonista cavaleiro andante que luta por ideais e não dispensa batalhas.

Idiomas, cores e culturas se entrelaçam para narrar a história do Cavaleiro da Triste Figura, um ser de utopias decidido a combater as injustiças do mundo que segue em desventuras na companhia do camponês Sancho e a venerar sua dama Dulcinéia. “A loucura de Quixote é filosófica, não psicótica”, explica César, que garante dar espaço para que o espectador entenda a apresentação com “lógica poética”.



O diretor Césa Badillo Pérez, que interpretou El Quijote por dez anos no Teatro La Candelaria, da Colômbia, em sua veloz generosidade para com o projeto de teatro em comunidade

A montagem do espetáculo envolve cerca de cem pessoas, entre técnicos e atores dos coletivos: La Comedia de Campana (Argentina), Teatro Trono/Compa Bolívia, Pombas Urbanas e Entrou por uma Porta, RJ (Brasil), Colectivo Teatral Antu (Chile), Teatro la Candelaria, Teatro Tespys Corporación Cultural, DC - Arte Corporación, Corporación Cultural Nuestra Gente (Colômbia), Teatro Andante, Quinto Teatro e Teatro de los Elementos (Cuba), Tiempos Nuevos Teatro (El Salvador), Caja Lúdica (Guatemala), Compañía Teatral Carlos Ancira (México) e Vichama Teatro (Peru).

As 12 cenas foram distribuídas desde maio para que os grupos pudessem ensaiar em seus respectivos países. Cada um trouxe elementos e características locais para agregar ao espetáculo, como a Caja Lúdica, do Guatemala, que faz referência ao povo indígena maia-quiché; os chilenos do Colectivo Teatral Antu que recuperam a raiz indígena mapuche e valorizam a participação das mulheres; os peruanos que apresentam elementos da cultura andina; e os bolivianos que atuam em minas de carvão. Do lado de cá, o verde-amarelo quixotesco carrega sotaque nordestino em ritmo de pandeiro.

“O espetáculo está nos atores”, diz Adriano Mauriz (33), ator do Pombas Urbanas, coletivo que este mês completa 20 anos de trajetória. “Mais importante que o espetáculo e toda essa vivência e troca, é o lançamento da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade”, completa ele que, na primeira aparição de Quixote, vem montado em seu cavalo Rocinante, interpretado pelo ator Ricardo Big (31), do Núcleo Teatral Filhos da Dita.

Os encontros com representantes de grupos de teatro dispostos a consolidar a Red acontecem desde 2004. A iniciativa parte do Quinto Teatro de Cuba, fundado por artistas vinculados ao diretor e dramaturgo Rolando Hernández Jaime, Havana, em julho de 2005; da Corporación Cultural Nuestra Gente, Medellín, que desde 1987 concilia criação e projetos socioculturais e dialoga com instituições públicas e privadas para a formação de artistas; e o Pombas Urbanas, coletivo formado em 1989 pelo diretor peruano Lino Rojas (1942-2005), ao dar início a um projeto de formação de atores com jovens da periferia da zona Leste.

“El Quijote” é o ponto de partida cultural que concretiza o lançamento da Red durante o II Congresso de Cultura Iberoamericana, evento que acontece até sábado, no SESC Vila Mariana e traz conferências, debates e encontros para trocas de experiências acerca da “Cultura e Transformação Social”, apoiado pelo Ministério da Cultura do Brasil (MinC) e Colômbia, Serviço Social do Comércio (SESC-SP) e Pombas Urbanas, que produz essa aventura cênica e utópica.

Uma amálgama de ideias a fortalecer o intercâmbio entre povos, já que quase todos os grupos desenvolvem trabalhos comunitários por meio do Teatro. E como um moinho humano, a arte sopra ventos a favor da transformação social e humana em meio ao confronto entre ideal e real e ideal e social, tal qual Quixote.

El Quijote

Autor: Santiago García

Diretor: César Badillo Pérez

Articulação e coordenação do projeto: Jorge Iván Blandón Cardona

Quando:

Dia 2 de outubro, às 20h – apresentação fechada para o público do II Congresso de Cultura Iberoamericana, sob o tema “Cultura e Transformação Social”;

Dia 3 de outubro, às 19h – apresentação para a comunidade de Cidade Tiradentes no Centro Cultural Arte em Construção, que neste dia será transmitida via internet no site: www.elquijote.pombasurbanas.org.br no mesmo horário.

Ingresso: Apresentação gratuita em Cidade Tiradentes, com reserva de convites pelos telefones: 11 2285-7758 e 2282-3801

Patrocínio: Serviço Social do Comércio (SESC-SP), Ministério da Cultura do Brasil e Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB)

Apoio: Centro Cultural da Espanha em São Paulo, Ministério da Cultura de Colombia; Red Colombiana de Teatro en Comunidad

Realização: Instituto Pombas Urbanas, Quinto Teatro e Corporacion Cultural Nuestra Gente


Transmissión pela internet dia 3 sábado

Foto: Gil Grossi
Cena final com os grupos colombianos D.C. Arte e Tespys

La segunda función de 'El Quijote' tendera difusión online en vivo de lo espetaculo para lanziamento de la Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad.

Dia 3 de outubro de 2009, sábado, a las 19 horas - horário en Brasil

Somos 16 grupos, 10 países.

Centro Cultural Arte en Construcción, Cidade Tiradentes, sede do Grupo Pombas Urbanas en São Paulo

acessem: www.elquijote.pombasurbanas.org.br

Abraços com asas do Pombas!


Forn de Teatre Pa'tothom, da Espanha


Foto: Divulgação/website Pa'tothom
Imagem simboliza o trabalho em equipe do grupo espanhol


O grupo espanhol Forn de Teatre Pa'tothom, de Barcelona, acompanha como convidado o encontro da Red Latinoamericana de Teatro en Comunidad e a etapa final da criação de El Quijote.

No Pa'tothom, o teatro é exercido como intervenção social, explica o seu representante enviado ao Brasil, Adrián Crescini, que atua em áreas de exclusão junto a crianças, adolescentes e adultos.

Trata-se de um teatro participativo, uma forma alternativa de aprendizagem na denúncia e na intervenção social que visam a troca de conhecimentos e metodologias junto a diferentes profissionais.

Para incidir na vida pública com ações concretas, o Pa'tothom realiza encontros voltados ao teatro e à educação, com abertura também para as técnicas do Teatro do Oprimido propostas pelo brasileiro Augusto Boal.

Conheça mais sobre o trabalho do Pa'tothom em www.patothom.org.